Nado a braçadas largas rumo ao desespero da solidão
Quero gritar mas o vômito das presenças ausentes me engasgam e o risco de morte me faz engolir a seco e as lágrimas esturricadas escorrem a larga nas artérias e veias.
O corpo pesa e arrasta as horas cheias de vazio
A lama escorre e o frio que queima mostra um ar blasé na cara da vida que ninguém vê
Submersa na lama negra corpos e rostos explodem em bolhas e dançam ao meu redor
Gargalhadas e olhos tristes se misturam no conteúdo de uma sombra que se espalha onde já não brilha mais o sol
O negror da lama muda de cor , arroxeando a medida que se funde ao gosto de sangue que escorre e se sorve em taças de cristal
Ventos não há, raios, trovões e tempestades também não.
Tudo está calmo, calmo demais...
A lama negra abraça e engole como um cobertor em dias quentes que embala a falta de sonhos em torpor
Já ouço vozes a gritar, mas estão muito longe, a tempo não irão chegar.
Bebo no cálice o vômito das ausências e brindo o tempo que não vivi, apenas existi.
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Sinistro, gótico, sim. E ótimo!!!!
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