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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Depressão das horas

Por que grita em mim essa pressa das horas,
por que me angustia essa estagnação?
Não consigo encontrar paz dentro dos segundos que se arrastam enquanto correm.
O que busco a final se das horas nada faço e só me arrasto pelos becos escuros do meu eu
que me deixa vestida em trapos e de pés descalços.
Que faço eu das horas que me restam maduras se apenas espero apodrecerem em um pé que enverga?
Angustia-me saber que tanto tenho para fazer mas nada liga a energia do querer fazer de fato acontecer.
Mil cores, dez mil sons, aplausos, espetáculos.... nada disso movimenta ou alimenta.
É preciso mastigar, sentir o gosto e engolir, se empanturrar e se embriagar com o próprio fazer.
É preciso não apenas ver mas viver para aprender.


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