Mergulhada no obscuro e profundo escuro da alma
arrastando-se como lesma mutilada pelas paredes da reflexão,
vendo os fantasmas se vestirem de corpos viris,
com as presas mascaradas de dentes brancos em sorrisos ensaiados.
Vai caindo na treva sem vontade de a nada se agarrar,
não sente vontade de salvar-se.
A noite clara se contrapõe a tempestade dentro do porão onde
teias misturam-se ao mofo e uivos soam uníssonos aos trovões.
Sopra ar rarefeito com vapores fétidos da hipocrisia e
petrificado o corpo permanece imóvel.
Não tenta mais escalar as pedras úmidas e negras do calabouço
tampouco se joga mais contra elas sangrando.
Encontra-se mergulhada no abismo obscuro
Ela, as sombras e a escuridão
vão caindo, vão sumindo...
(Alexandra Lebedenco)

Mantenha esse amor pela poesia, amiga! Incrível! Bjsssss
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