Acho que acabei de fazer um final diferente
Acho que me precipito e me jogo no precipício por não suportar o vácuo, o ficar suspensa sem certezas absolutas.
Posso suportar amores não correspondidos, flechas inimigas, desafios mas amizades indefinidas é demais prá segurar.
Suportar furos, suportar falta de comprometimento é muito chato, dói porém dá pra segurar, pesa mas ainda assim dá pra segurar.
Ignorar só tem dois significados, ou se está muito decepcionado com o ser ignorado e precisa-se de um tempo para digerir ingratidão ou não se tem qualquer interesse a ponto de não se importar.
Não sei viver suspensa, ignorada ou evitada. Não sei conviver com coisas mal resolvidas preciso as resolver nem que seja para depois me arrepender mas preciso de respostas urgentes, preciso de definições, de posições claras.
Já muito me decepcionei e por isso ignorei, ignorei por me sentir ferida e pela presença me causar dor mas nunca foi minha intenção romper vínculos e mesmo acreditando que o ser ignorado teria que se desculpar acabou por sendo eu a o primeiro passo dar para reaproximar e a paz restaurar. Se ignorado o gesto só uma coisa posso pensar: Um ponto final nessa história dar.
Infeliz final, onde mil defeitos sei me foram imputados, defeitos sei que tenho mas não estes.
Meu defeito maior e que não consigo controlar é o de querer bem, o de perdoar.
Meu grande defeito é o de querer laços, espaços, de ter certezas, de honrar compromissos e amizades, de passar por cima das decepções em prol de vínculos não romper.
Mas é verdade, finais fazem parte das certezas, das incertezas, das tristezas, das saudades e dores que se sente por não saber se viver relações suspensas.
Final infeliz porém um final e pode-se sempre esperar do fim novas histórias começar.

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